Seus olhos verdes me lembram o riacho que desce da nascente da serra, consigo ver os peixes em alvoroço e descontrole, beliscando a água, tentando abraçar um inseto ou outro.
A calma que trás é impar, única. Meu coração bate entusiasmado com o por do sol, o sol, travesso sol, que toca a água esquentando- á, que agradecida, caminha lentamente rumo ao mar. Fico ali ate enxergar uma ou duas estrelas, fico ali ate vim um piscar olhos voltou a mim, as risadas tomam conta de sua face, enquanto a minha fica corada de vergonha.
Pode me olhar nos olhos se quiser – diz ela em risos meigos.
Então eu disparo a dizer, a dizer que: Seus olhos não me lembram apenas o riacho, mais que isso ele me possibilita ver sua doce, meiga e suave alma, suave como o vento da montanha.
Lembra da montanha em que ficávamos deitados na grama, e olhávamos para o céu, céu este cheio que nuvens, que nos convidava a descobrir suas formas, ali passaram as horas neste embalo, e eu não me preocupava, pois sua mão acariciava meu rosto, ali via seus olhos verdes, e me sentia feliz, cadê a tristeza? Nunca mais a vi, foi se embora a tempos, com medo de morrer só, a tristeza achou a ternura e compôs junto com ela, a felicidade, eu fico ali deitado sonhando com teus lábios, sonhando com teus cabelos lisos, fico ali deitado de olhos fechados me sentindo amado.
Será que isso é amor? É talvez seja mesmo amor.
Autor: Douglas Machado



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