quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Queixa...

Confia-me teu sorriso
Que eu vou esboçar minha solidão
Confessa-me tuas dividas
Que eu vou te dar uma mão

Pra que tanto imprevisto?
Pra que tanta desilusão?
Tem gente que trai o acaso
E não acha consolação

Contradiz contra o acaso
Trazendo a tona a ocasião
Faz da vida um marasmo
E da lei pano de chão

Passa o pano
Puro peso
Pelejando
Pelo pão

Preço pago pela paixão
Puro preço pago em prestação.
Cadê o preço? Cadê a paixão
Foi pagando E foi preso
Pelo pano A prestação.

De vida em vida, vai moendo,
De vida em vida, pessoas morrendo,
Pelo preço da paixão, alienado em prestação.

Vida barata de botequim, meio a um litro de pinga,
E um grande e gordo pedaço de quindim,
Vida que vida? Indagava – se o velho a minha frente,
Enquanto o meu pensamento estava na gente.

Passa o pano
Puro peso
Pelejando
Pelo pão

Levanto-me e desisto, rendo-me ao cansaço,
De um dia chuvoso, dia de atraso,
Esperando o amanha, não nascer,
Sem que ao menos, eu veja você,
Doce paixão, doce dor de coração.



Amaranta Vasconcelos

sábado, 26 de dezembro de 2009

Black star ( por Amaranta Vasconcelos)

E onde foi parar aquela superficialidade intima
Aquela vaidade ínfima, descomunal.
Aquela ingenuidade superficial...
Cadê os rastros de uma idéia escrachada
Idealista e politizada?
Onde estão aqueles questionamentos logísticos
Aqueles seus charmes artísticos e
Tudo aquele seu estado místico...

A empatia se foi...
E a reação a tudo aquilo foi o que sobrou...
Toda a tolerância a boas maneiras se esgotou.

A idéia se modificou
O se mal se intensificou
A poeira se arrastou...
Formou homem mulher
De carne e osso
Capaz de ter fé
Irracionais
Excentricamente passionais

Vou jogando paciência fora
Aqui num quadrado vou desperdiçando as horas
Ávida pra começar uma nova velha historia

O céu vai se fechando
A humanidade vai caminhando
E do mesmo jeito que agora está
A milhões daqueles que perguntam
Se algo mudará ?


Go teaching what they wanna know
And them
They ´ll get everything
And throw..
The gate is open
But the minds still stolen
And the time can’t be frozen

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um Dia no Roçado

No céu estrelas vão sumindo
e no meu ouvido as aves vão zunindo,
Ouço atrás da montanha o sol a falar.

"Hora pois hora, é hora de acordar."

O galo que vai tagarelando, avisa zombando,
Hora pois hora é hora de acordar.
Me levanto encho de agua a caçarola,
embalado pelo som da viola, que sai da radiola.

A mulher logo levanta para o café vim passar,
o cheirinho que exala, agua na boca chega a dar,
enquanto o café ela ajeita, lavo a cara e chamo
o menino que ainda deita.

e já de café tomado.
vamos ao campo que hoje o trabalho é dobrado.
Hoje é dia de plantação, dia de revirar e adubar o chão,
trato com carinho, pois ali é o meu cantinho,
Nós moço, fizemos um trato ele me da o que alimentar,
e dele eu não deixo de cuidar.

o tempo passa ligeiro, sorrateiro,
quando menos se espera ja assou um dia inteiro,
Nos saimos bem cedo quando o sol ainda espreguiça,
e chegamos so á noite quando a lua ja atiça.
eu me ageito no banheiro, para tomar um banho ligeiro, ligeiro.

e ja de banho tomado e de ter jantado,
sento no fogão de lenha e chamo
a mulher pra sentar do lado.
Quando ligo a radiola os filhos chegam perto,
para ouvir o zé modesto,
um caboclo arrojado na viola,
que quando toca a bichinha ate chora.
e ali ficamos ate o sono chegar,
e quando ja rendidos pelo cansaço um á um vamos nos deitar.
na esperça do outro dia ouvir o sol a falar.

"Hora pois hora é hora de acordar"


Douglas Machado

Doce vento noturno

Bom para o primeiro post, escolhe minha ultima obra, que nasceu da parceria com o Matheus, um grande amigo, espero que gostem.....

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Noite clara, pelo brilho do luar,
fico pensando onde está você, para me amar
brilha no meu pensamento clareado,
o olhar seu que ficou guardado,
por um breve instante sinto você por perto, mas lamento,
pois vejo que é somente mais uma lembraça trazida pelo vento.
Vento brincalhão que vem da onde não dá pra ir
fazendo-me rir da ilusão que posso te sentir

A noite vai passando, as horas caminhando, e sono que não vem?
me pergunto seria o motivo, a espera de alguem? Mas quem?
Ninguém!
E fico, sorrindo, me iludindo, com o vento
Que somente me contenta amenizando o sofrimento.
Sofrimento que outrora fora um lindo amor,
Mas que agora, sem emoção, transformou em dor,
Dor que incomoda, aquela que não cessa
Mas, fica dor, pois foi o único sentimento que restou dela.
Mas, espera! Algo está a acontecer,
Uma luz forte revela: o sol ja vai nascer.
Forte luz, que ilumina caminhos com calma
Mas, não consegue sequer faiscar na escuridão de minha'lma

Em um discernimento milagroso, entendo,
o dia raiou, para que eu possa viver, sem nem ao menos sofrer,
mas o cansaço que me rende, so me faz querer adormecer
o que vai acontecer na proxima noite? Quem podera saber?
Saber não sei. Quem sabe?
Talvez quem traz a resposta é o mensageiro:
O vento suave!


Douglas Machado e Matheus Barbosa