No céu estrelas vão sumindo e no meu ouvido as aves vão zunindo,
Ouço atrás da montanha o sol a falar.
"Hora pois hora, é hora de acordar."
O galo que vai tagarelando, avisa zombando,
Hora pois hora é hora de acordar.
Me levanto encho de agua a caçarola,
embalado pelo som da viola, que sai da radiola.
A mulher logo levanta para o café vim passar,
o cheirinho que exala, agua na boca chega a dar,
enquanto o café ela ajeita, lavo a cara e chamo
o menino que ainda deita.
e já de café tomado.
vamos ao campo que hoje o trabalho é dobrado.
Hoje é dia de plantação, dia de revirar e adubar o chão,
trato com carinho, pois ali é o meu cantinho,
Nós moço, fizemos um trato ele me da o que alimentar,
e dele eu não deixo de cuidar.
o tempo passa ligeiro, sorrateiro,
quando menos se espera ja assou um dia inteiro,
Nos saimos bem cedo quando o sol ainda espreguiça,
e chegamos so á noite quando a lua ja atiça.
eu me ageito no banheiro, para tomar um banho ligeiro, ligeiro.
e ja de banho tomado e de ter jantado,
sento no fogão de lenha e chamo
a mulher pra sentar do lado.
Quando ligo a radiola os filhos chegam perto,
para ouvir o zé modesto,
um caboclo arrojado na viola,
que quando toca a bichinha ate chora.
e ali ficamos ate o sono chegar,
e quando ja rendidos pelo cansaço um á um vamos nos deitar.
na esperça do outro dia ouvir o sol a falar.
"Hora pois hora é hora de acordar"
Douglas Machado


3 comentários:
Um grande Poema de Um Grande Autor ^^
Noh!
Que isso!
Fico muito bom seu trabalho kra!
Parabéns!
to de cara sério mesmo!
muito bom!
Perfeito....me fez lembrar qdo morei na fazenda...da uma saudade....
Vc é sem dúvidas um grande escritor!!!!
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