sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um Dia no Roçado

No céu estrelas vão sumindo
e no meu ouvido as aves vão zunindo,
Ouço atrás da montanha o sol a falar.

"Hora pois hora, é hora de acordar."

O galo que vai tagarelando, avisa zombando,
Hora pois hora é hora de acordar.
Me levanto encho de agua a caçarola,
embalado pelo som da viola, que sai da radiola.

A mulher logo levanta para o café vim passar,
o cheirinho que exala, agua na boca chega a dar,
enquanto o café ela ajeita, lavo a cara e chamo
o menino que ainda deita.

e já de café tomado.
vamos ao campo que hoje o trabalho é dobrado.
Hoje é dia de plantação, dia de revirar e adubar o chão,
trato com carinho, pois ali é o meu cantinho,
Nós moço, fizemos um trato ele me da o que alimentar,
e dele eu não deixo de cuidar.

o tempo passa ligeiro, sorrateiro,
quando menos se espera ja assou um dia inteiro,
Nos saimos bem cedo quando o sol ainda espreguiça,
e chegamos so á noite quando a lua ja atiça.
eu me ageito no banheiro, para tomar um banho ligeiro, ligeiro.

e ja de banho tomado e de ter jantado,
sento no fogão de lenha e chamo
a mulher pra sentar do lado.
Quando ligo a radiola os filhos chegam perto,
para ouvir o zé modesto,
um caboclo arrojado na viola,
que quando toca a bichinha ate chora.
e ali ficamos ate o sono chegar,
e quando ja rendidos pelo cansaço um á um vamos nos deitar.
na esperça do outro dia ouvir o sol a falar.

"Hora pois hora é hora de acordar"


Douglas Machado

3 comentários:

Unknown disse...

Um grande Poema de Um Grande Autor ^^

Pedro Inácio disse...

Noh!
Que isso!
Fico muito bom seu trabalho kra!
Parabéns!
to de cara sério mesmo!
muito bom!

Ro disse...

Perfeito....me fez lembrar qdo morei na fazenda...da uma saudade....
Vc é sem dúvidas um grande escritor!!!!

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