segunda-feira, 6 de junho de 2011

Olhos Verdes.

Seus olhos verdes me lembram o riacho que desce da nascente da serra, consigo ver os peixes em alvoroço e descontrole, beliscando a água, tentando abraçar um inseto ou outro.
A calma que trás é impar, única. Meu coração bate entusiasmado com o por do sol, o sol, travesso sol, que toca a água esquentando- á, que agradecida, caminha lentamente rumo ao mar. Fico ali ate enxergar uma ou duas estrelas, fico ali ate vim um piscar olhos voltou a mim, as risadas tomam conta de sua face, enquanto a minha fica corada de vergonha.

Pode me olhar nos olhos se quiser – diz ela em risos meigos.
Então eu disparo a dizer, a dizer que: Seus olhos não me lembram apenas o riacho, mais que isso ele me possibilita ver sua doce, meiga e suave alma, suave como o vento da montanha.

Lembra da montanha em que ficávamos deitados na grama, e olhávamos para o céu, céu este cheio que nuvens, que nos convidava a descobrir suas formas, ali passaram as horas neste embalo, e eu não me preocupava, pois sua mão acariciava meu rosto, ali via seus olhos verdes, e me sentia feliz, cadê a tristeza? Nunca mais a vi, foi se embora a tempos, com medo de morrer só, a tristeza achou a ternura e compôs junto com ela, a felicidade, eu fico ali deitado sonhando com teus lábios, sonhando com teus cabelos lisos, fico ali deitado de olhos fechados me sentindo amado.

Será que isso é amor? É talvez seja mesmo amor.

Autor: Douglas Machado

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Ideal para qualquer poeta seja ele profissional ou amador seria escrever sobre uma vida, uma vida simples e tranqüila em uma pacata cidadezinha, talvez uma história como esta:

São cinco da manha e o sol aproveita seus últimos minutos de sono. Mas ali naquele boteco já chega os primeiros fregueses.

Bom dia seu Joaquim. – Disse Firmino acompanhado por João, oliveira e José.

Bom dia! O de sempre? - Diz Joaquim, o dono do bar. 

“Joaquim era filho de um português e uma judia e tinha um forte sotaque português, ele era um ser grande, gordo, calvo em cima da cabeça e de bigode grosso que praticamente tampava seu nariz de judeu, Sr. Joaquim era uma pessoa boa e de um coração enorme. É também o personagem principal desta história”

Sim senhor.  – disse o bando.

Sr. Joaquim sempre eficiente encheu os copos e cortou com a faca fatias grossas do salame de rolo, todos juntos incluindo Sr. Joaquim cumpriram o ritual, tomaram a cachaça e mordiscaram o salame enquanto os primeiros raios de sol entravam por uma janela lateral empoeirada, espreguiçando se entre as prateleiras de latarias.

O bar do seu Joaquim ficava na esquina de uma das principais ruas, em frente a uma igrejinha, ali era o ponto de encontro dos trabalhadores rurais, advogados e doutores, era um boteco antigo e muito conhecido, dizem até que o bar abrigou Don Pedro I e outras pessoas importantes.
Na calçada ainda havia as argolas que outrora eram usadas para amarrar os cavalos, era um boteco pequeno aconchegante e cheio de historias.

Sr. Joaquim abria todos os dias, menos nos dias de domingo, pois ele sempre dizia: “domingo e o dia do SENHOR”.  Sr. Joaquim como sempre levantava, lavava o rosto e ia para cozinha, Ali ele sentava e tomava seu café Preto, escaldante e forte como gostava, então saia com a mulher para irem à missa. A missa para Sr. Joaquim era sagrada, ele doava o dizimo ouvia o evangelho e comungava, se tivesse um domingo que ele não ia, era porque tava muito doente, sua filha Marília vivia brincando com ele em relação à missa, Marília tinha 18 anos, olhos claros, pele branca como açúcar e um sorriso largo.

Rapidamente acabava se o domingo, e Sr. Joaquim sorridente e alegre, abria seu boteco para mais um dia, para mais uma semana.

E assim seguia a vida do Sr. Joaquim, um Senhor simpático, alegre, que vive a vida de maneira simples, mas feliz, um homem, um personagem, que tenho certeza que ira rondar meus sonhos, Afinal se é ideal escrever sobre ele, seria ideal ele ter uma parte de mim.




Autor: Douglas Machado

A Moça do tempo.

 - Tchau! Boa Noite.
Assim ela se despediu.
Fria e seca. Um ultimo cumprimento insólito e mecanizado, sem nenhum sentimento.
Apenas isso que me ofereceu.
Desejei impedi-la. Não adiantou.
Mesmo que meus sentimentos fossem os mais puros e sinceros,
Ela se foi.
Talvez fosse menos doloroso,


Se minha companhia fosse mais que um sofá e uma ardente xícara de chá verde.
Sim, eu o sofá e uma xícara de chá verde, ah claro e o tempo chuvoso La fora.
O consolo que me restava era pensar que ela sempre fazia isto,
E depois voltava, dia após dia.
Mas, será?
Talvez ela volte amanhã, ou não.
Esse meu pessimismo...
Ah! Quer saber?
Parei de pensar nisso. É! Parei.
Se ela voltar, voltou. E pronto.
Minha parte farei, como sempre.
Todos os dias, de 19h30min ás 20h00min, no Canal 12.
E, no mesmo sofá, vou esperar, afinal de contas talvez amanhã ela pelo menos me diga
 que não irá chover.
Falar nisso, cadê o controle!




Autor: Douglas Machado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Gabriela

Texto feito para o aniversario da Gabi, Parabens Gabi que Deus te ilumine e te Proteja sempre. Beijos e Feliz Aniversário.

Ali estava ela, linda, deslumbrante e como sempre sorridente, e cá estava eu a rabiscar um pouco de sentimento em um papel de pão já amassado.

Era um dia nublado, com neblina, gélido, triste e o sol nem havia dado sinal de vida, tudo era fora do compasso, o vento que rachava os meus lábios era o mesmo que balançava seus cabelos negros, sua pele suave e delicada levava a cor parda, seus olhos negros como o céu sem estrela lia um livro, não distingui, mas sabia que era um bom livro.

Ali estava Gabriela, ali estava à mulher da minha vida indo embora, disseram-me que irá fazer medicina na capital a pedido do pai, e eu ficarei aqui no mesmo lugar escrevendo estas palavras e implorando para que alguém as compre e me de o almoço.
Meu pai sempre me dissera pra estudar, e eu sempre dizia: é bobeira vou é trabalhar! Desgraçado destino porque é sempre o meu inimigo? E tão covardes é que não aparece!
Nem ao menos me vem suas qualidade a cabeça para que eu escreva para ti Gabriela, meu coração esta em bloqueio pela tristeza, e ainda este apito do trem! Trem? Droga o trem chegou e não falei com ela.
O trem rangia as rodas em movimento avisando estar partindo, Beto corria ao lado do trem parecendo um bandido do velho oeste e gritava algo engasgado, enquanto isso Gabriela estava ali lendo sobre um amor platônico, em que o maior amor da vida de uma donzela corre contra o tempo para dizer que a ama. Mas espera esta historia se parecia muito com aquela, ah, destino como podes ser traiçoeiro.
Beto corre... corre e não consegue alcançar o trem, muito menos à atenção de Gabriela, ajoelhado ali ele via o trem partir ate ir sumindo naquela neblina, de repente um forte cutucão rasga seu peito e outro cutucão e outro, então...
Beto abre os olhos e vê seu pai ali com o nariz encostado ao seu, aiiiiiii grita de susto, o que faz aqui pai?
Calmo Beto veio só avisar que a Gabriela esta lá embaixo, disse que queria falar com você sobre um poema que ficou de fazer, o que falo pra ela?
Ah sim, diga que o poema dela esta sendo transcrito para o papel neste momento... O pai, diz também que o senhor mudou o final do poema ao me acordar...  – o que? Pergunta o pai.
- Nada apenas diz que estou descendo.



Beto correu... Correu e alcançou o trem, entrou puxou Gabriela lhe deu um doce beijo e disse, eu te amo, sei que não posso ir com você nesta viagem, mas você pode ficar aqui comigo, o que me diz?

Gabriela retribuindo o beijo diz: respondeu sua pergunta?


                                                                                             Fim.

                                                                                                                            Beto 12/11/1876




Autor: Douglas Machado.