segunda-feira, 14 de março de 2011

O Ideal para qualquer poeta seja ele profissional ou amador seria escrever sobre uma vida, uma vida simples e tranqüila em uma pacata cidadezinha, talvez uma história como esta:

São cinco da manha e o sol aproveita seus últimos minutos de sono. Mas ali naquele boteco já chega os primeiros fregueses.

Bom dia seu Joaquim. – Disse Firmino acompanhado por João, oliveira e José.

Bom dia! O de sempre? - Diz Joaquim, o dono do bar. 

“Joaquim era filho de um português e uma judia e tinha um forte sotaque português, ele era um ser grande, gordo, calvo em cima da cabeça e de bigode grosso que praticamente tampava seu nariz de judeu, Sr. Joaquim era uma pessoa boa e de um coração enorme. É também o personagem principal desta história”

Sim senhor.  – disse o bando.

Sr. Joaquim sempre eficiente encheu os copos e cortou com a faca fatias grossas do salame de rolo, todos juntos incluindo Sr. Joaquim cumpriram o ritual, tomaram a cachaça e mordiscaram o salame enquanto os primeiros raios de sol entravam por uma janela lateral empoeirada, espreguiçando se entre as prateleiras de latarias.

O bar do seu Joaquim ficava na esquina de uma das principais ruas, em frente a uma igrejinha, ali era o ponto de encontro dos trabalhadores rurais, advogados e doutores, era um boteco antigo e muito conhecido, dizem até que o bar abrigou Don Pedro I e outras pessoas importantes.
Na calçada ainda havia as argolas que outrora eram usadas para amarrar os cavalos, era um boteco pequeno aconchegante e cheio de historias.

Sr. Joaquim abria todos os dias, menos nos dias de domingo, pois ele sempre dizia: “domingo e o dia do SENHOR”.  Sr. Joaquim como sempre levantava, lavava o rosto e ia para cozinha, Ali ele sentava e tomava seu café Preto, escaldante e forte como gostava, então saia com a mulher para irem à missa. A missa para Sr. Joaquim era sagrada, ele doava o dizimo ouvia o evangelho e comungava, se tivesse um domingo que ele não ia, era porque tava muito doente, sua filha Marília vivia brincando com ele em relação à missa, Marília tinha 18 anos, olhos claros, pele branca como açúcar e um sorriso largo.

Rapidamente acabava se o domingo, e Sr. Joaquim sorridente e alegre, abria seu boteco para mais um dia, para mais uma semana.

E assim seguia a vida do Sr. Joaquim, um Senhor simpático, alegre, que vive a vida de maneira simples, mas feliz, um homem, um personagem, que tenho certeza que ira rondar meus sonhos, Afinal se é ideal escrever sobre ele, seria ideal ele ter uma parte de mim.




Autor: Douglas Machado

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