Confia-me teu sorrisoQue eu vou esboçar minha solidão
Confessa-me tuas dividas
Que eu vou te dar uma mão
Pra que tanto imprevisto?
Pra que tanta desilusão?
Tem gente que trai o acaso
E não acha consolação
Contradiz contra o acaso
Trazendo a tona a ocasião
Faz da vida um marasmo
E da lei pano de chão
Passa o pano
Puro peso
Pelejando
Pelo pão
Preço pago pela paixão
Puro preço pago em prestação.
Cadê o preço? Cadê a paixão
Foi pagando E foi preso
Pelo pano A prestação.
De vida em vida, vai moendo,
De vida em vida, pessoas morrendo,
Pelo preço da paixão, alienado em prestação.
Vida barata de botequim, meio a um litro de pinga,
E um grande e gordo pedaço de quindim,
Vida que vida? Indagava – se o velho a minha frente,
Enquanto o meu pensamento estava na gente.
Passa o pano
Puro peso
Pelejando
Pelo pão
Levanto-me e desisto, rendo-me ao cansaço,
De um dia chuvoso, dia de atraso,
Esperando o amanha, não nascer,
Sem que ao menos, eu veja você,
Doce paixão, doce dor de coração.
Amaranta Vasconcelos


6 comentários:
Lindo...
me identifiquei em algumas partes..
Cara li algumas coisas suas.. e fiquei encantado...
tá de aprabéns...
um poeta kra!
muito bom seu trabalho.
*-*
Pedro, brigadão cara, fico muito feliz por ter gostado, volta sempre, que estarei colocando coisas novas.
ps: Amaranta também.
Tive a sensação de ter voltado ao colégio e de estar lendo algum poema daqueles da apostila de Literatura de algum escritor que de tão talentoso que é/foi, é necessário estudar sobre ele.
Lindissimo, Amaranta : )
Belo poema. Bela parceria.
Que bom que tenho por perto amigos talentosos e blogs de qualidade, com boa leitura e alta cultura.
Parabens.
Fiquem com Deus.
Abraços!
Muito bom, gostei mesmo...
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