quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Queixa...

Confia-me teu sorriso
Que eu vou esboçar minha solidão
Confessa-me tuas dividas
Que eu vou te dar uma mão

Pra que tanto imprevisto?
Pra que tanta desilusão?
Tem gente que trai o acaso
E não acha consolação

Contradiz contra o acaso
Trazendo a tona a ocasião
Faz da vida um marasmo
E da lei pano de chão

Passa o pano
Puro peso
Pelejando
Pelo pão

Preço pago pela paixão
Puro preço pago em prestação.
Cadê o preço? Cadê a paixão
Foi pagando E foi preso
Pelo pano A prestação.

De vida em vida, vai moendo,
De vida em vida, pessoas morrendo,
Pelo preço da paixão, alienado em prestação.

Vida barata de botequim, meio a um litro de pinga,
E um grande e gordo pedaço de quindim,
Vida que vida? Indagava – se o velho a minha frente,
Enquanto o meu pensamento estava na gente.

Passa o pano
Puro peso
Pelejando
Pelo pão

Levanto-me e desisto, rendo-me ao cansaço,
De um dia chuvoso, dia de atraso,
Esperando o amanha, não nascer,
Sem que ao menos, eu veja você,
Doce paixão, doce dor de coração.



Amaranta Vasconcelos

6 comentários:

Unknown disse...

Lindo...
me identifiquei em algumas partes..

Pedro Inácio disse...

Cara li algumas coisas suas.. e fiquei encantado...
tá de aprabéns...
um poeta kra!
muito bom seu trabalho.
*-*

Dedo de prosa disse...

Pedro, brigadão cara, fico muito feliz por ter gostado, volta sempre, que estarei colocando coisas novas.

ps: Amaranta também.

Back Bite disse...

Tive a sensação de ter voltado ao colégio e de estar lendo algum poema daqueles da apostila de Literatura de algum escritor que de tão talentoso que é/foi, é necessário estudar sobre ele.
Lindissimo, Amaranta : )

Matheus Barbosa disse...

Belo poema. Bela parceria.
Que bom que tenho por perto amigos talentosos e blogs de qualidade, com boa leitura e alta cultura.
Parabens.
Fiquem com Deus.
Abraços!

Douglas Machado disse...

Muito bom, gostei mesmo...

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