quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Seria mesmo um sonho?

Vamos a mais um texto. Esse dedicado a querida Melina, nada mais justo já que lhe pertence as palavras deste texto feito especialmente ao seu aniversário.. parabéns querida.

Imagem: http://www.maguetas.com.br/galeria2.php
Pele branca, sorriso caloroso. Essa era a moça que eu via em meus sonhos, moça dos cabelos ruivos feito fogo, andava pelas ruas de uma pequenina cidade, cumprimentava o vendedor de cachorro quente e o pipoqueiro.
Ela foi andando ate o coreto, antes, passou pelo senhor que vendia algodão doce, comprou um e subiu.

Ali ficou um bom tempo, esperando alguém. Moços passavam e a encaravam, mas nem ligava. Pensava em alguém, mas quem seria esse rapaz?
Me escondi atrás de uma árvore ali próxima, e fiquei espionando, não demorou, apareceu uma rapaz, alto, pele clara, olhos cintilantes azuis, sorriso branco feito o algodão doce, ele foi ate o coreto, mas antes passou na senhora que vendia flores e comprou um maço.
Os dois ficaram ali o restante do meu sonho. E eu escondido já em cima da árvore munido de sacos de pipoca, espiava tudo, estava tudo bem, os dois riam, se olhavam sinceros, mas de repente os dois ficam sérios e alguns instantes depois, o rapaz se vai, e a moça, em lágrimas, vigia sua ida.
Enfurecido, agarrei uma pedra e meu estilingue e soltei uma rajada. Mas me descontrolei e caí da árvore e da cama de cara no chão acordado.
Esse sonho me perturbara durante dias. Então decidi ir à missa, na igrejinha da praça onde acontecera meu sonho. Na missa recebo um bilhete, de uma jovem, ela me esperava no coreto. Ao final, vou andando, almejo um maço de flores da dona Joaquina. Subi, dei-lhe as flores e ali conversávamos e riamos. Então me veio a lembrança, aquela do meu sonho. Decidi me desculpar e sair. Ela não entendeu e ficou entre lagrimas me olhando ir embora.
- Ai! Ai! Quem me jogou esta pedra?
Virando-me para trás vi a garota em prantos e me indaguei:
- Espere, espere! Como posso ser tão burro? Tenho a oportunidade de fazer aquela moça, sorrir para sempre. Calma eu a amo? Sim a amo. E ela me ama? Não sei. Então espere, irei perguntar!
Corro de volta ao coreto e ali estava ela, murchando o algodão doce com suas lagrimas.
- Moça, sinto lhe dizer, mas se chorar mais nesse algodão, ele ficará salgado. Ela me olhou, seus olhos brilhavam, enxuguei-os e fiz a pergunta.
E com um beijo ela me respondeu. Desde aquele dia, minha vida nunca foi a mesma. E até hoje me lembro do menino na árvore que me atingira com uma pedra, por ele a vi chorando, por ele decidi voltar, por ele posso dizer que eu posso amar!
Douglas Machado.

Um comentário:

Ro disse...

Adoro esse...
Como já disse, vc tem talento e vai longe!

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