sexta-feira, 16 de abril de 2010

As faces do vento.

Desta vez eu vou deixar o proprio poema fazer sua apresentação. Eu apenas quero agradecer á Amaranta, por sempre estar presente neste blog, nos dando o gostinho de cada poema, afinal de contas esses poemas é como o cheirinho do café da manha, de casa de vó neah!. abraços


Quando o vento bate e me leva pro sul, me enervo com os mares pútridos de águas conturbadas e me pergunto se foi exatamente nesse oceano que aprendi a nadar.
Se ele sopra pro leste o sol me afronta, mas no oeste a poeirenta sacada dos dias me pesa.
De última opção vou para o norte, mas reluto: Não seria muito alto pra mim?Não seria muito forte a latitude de lá? A certeza das distancias me enerva e o medo das canções que ecoam nas planícies me impressiona.
Que devo fazer agora?
Sem lugar nem lar?De súbito, no meio do caminho já penso... Já parti uma vez pro sul e não gostei nada do que vi... Não sou pessoa de decidir vou pra direita ou fico na esquerda... Agrada-me mesmo é o caminho do meio, entende? O ‘’quem sabe’’, o’’ será’’? E se for?
Por que a certeza?Bem. Tenho muitas dúvidas para clamar alguma vez na vida que fui exata e sinceramente ando ocupada demais para ser previsível.

Autora: Amaranta Vascenclos

Nenhum comentário:

Postar um comentário