domingo, 4 de abril de 2010

Uma conversa com a Srª Destino.

Poema inspirado em uma conversa com meu pai, um homem simples com pensamentos simples, mas de grande conhecimento. Dedicado a Yasmim Piovezan.


Lá fora a chuva cai calma, os ventos uivam entre a janela da cozinha, e aqui estou eu com uma xícara de café escaldante.
Pensamentos escorrem entre essas palavras, ah! Como seria bom se ela estivesse aqui me fazendo companhia e não esse cigarro fedorento e de marca barata, de baforada em baforada clamo a morte, Ah! Se meus amigos estivessem aqui, iríamos jogar carteado, rir de coisas inúteis, e gozar da vida.
Mas não tem ninguém e não sei ao certo em que parte deste poema os perdi! Não vi ninguém sair, não vi ninguém chegar, só eu que estou aqui!
Ah! Destino se e pego, te dou um nó na garganta te estrangulo e te mato!
Tiraste de mim meus verdadeiros amores, e me destes um copo de café e um cigarro barato? Em uma tarde de domingo chuvosa?
Agora sim eu reconheço quão desprezível és, terá você alguém? Ah! Não, sei que és um homem sozinho assim como eu estou agora! Afinal seu trabalho é separar as pessoas que se amam, não é mesmo desgraçado destino, maldito seja.
José Como ousa me difamar perante todos?
Jose: Quem és tu? Que voz é essa?
Eis que a porta se abre e entrando num pequeno redemoinho surge ela, a Srª Destino em um vestido branco, de voz suave, olhos azuis, pele pálida e cabelos brancos como gelo.
José quero meu direito de defesa. Ora, como assim direito de defesa, já não basta ter acabado com toda minha vida?
Ora José eu estraguei sua vida? Diz-me uma coisa como eras conhecido em seu meio?
José da cara feia, o que não ouvia conselhos e que inevitavelmente criticava os melhores amigos.
José tu quem trocara seus amigos, eu apenas fui mediadora de todo esse contexto, e digo que vós quem destinaste tua vida a isso, você quem desistisse de todos aqueles que te amavam, jamais poderás me culpar, por destruir os laços que eu mesma te ajudei a conquistar.
Hora destino, porque deixaste eu me destruir de tal forma? Vendo tudo isso porque não impedistes este desonrado a cometer tal suicídio, de certa forma você sim é a culpada, porque só agora apareces e me distes esse sermão, Agora, Agora de nada adianta mais.
José concordo que tenho culpa sim, mais de nada poderia fazer, a não assistir ao trágico final deste filme, afinal de contas, eu cuido do tempo e espaço, de como as pessoas se conhecem, mais não posso cuidar de como elas se esquecem, isso já obra do pensamento, peço desculpas.
Desculpa de nada adianta agora senhora, pois não posso recuperar! Recuperar o que era meu, as posses minhas.
Ah meu caro José, se soubesse como esta errado, claro que você pode.
Diga-me como? Diga-me agora sem demora srª destino.
Mas a porta se abre, e um pé de vento vai levando suavemente a srª destino e em meio ao frio daquele pé de vento que congelava, as folhas de papel que estavam em cima da mesa, voam fazendo José acordar assustado, o coração acelerado mostra que ainda esta vivo, ele levanta vai ate a porta a fecha novamente, e percebe que, o sonho que acabará de ter foi a mais pura realidade, o que se concluir? Apenas uma resposta vinha em sua cabeça enquanto a água fervia para um café novo e escaldante, o destino junta as pessoas mais elas, somente elas agem para se afastar.
Palavra de um José não sabe quem, a respeito de um sonho qualquer, apenas me pergunto uma coisa seria isso uma verdade ou apenas uma ficção?

Autor: Douglas Machado

3 comentários:

Unknown disse...

Verdade pura.

Lindo pensamento ... ameiii

mah. disse...

relatos verdadeiros da angustia e nostalgia que nos acercam vez em quando, tudo,claro, sem perder a nobre poesia... marca registrada do dono do nosso blog aqui ;)
(esse texto já é um dos meus favoritos)

Ro disse...

Maravilhoso texto... nos faz refletir... o destino escolhe quem vamos encontar no caminho e nossas atitudes decidem quem fica!!! Parabéns Douglas!!!

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