A montanha no meio do caminho, entre árvores e arbóreos cheios de espinhos, o que será que tem a montanha? Será que tem bichos? Monstros? Seres mitológicos? Homens? Mulheres? O que será que tem na montanha? Tem aves, arvores será que chega às nuvens? O que será que tem na montanha? Será que tem um portal mágico, que dá passagem ao reino de parlagada, onde tudo é lindo, onde tudo é gostoso e o tempo não se preocupa em ter pressa? Pois tudo que é bom tem que durar muito, já dizia minha avó, uma velha senhora que aliviava nos castigos, pois tinha dó. Mas será que esse reino tem gente? Será que o portal vive aberto, será que existe esse portal.Eu ainda vou nessa montanha, entro nesse portal e fico imortal, pois assim o sonho não morre, a felicidade não morre, o amor não morre e o tempo não corre.
Quero tanto ir lá, será que peço ao maquinista para parar? Mas se nada tiver ficarei sozinho, abandonado, estatelado de cara no chão, sem nenhum sentimento que preencha meu coração. Mas se tiver o que eu penso, se tudo for verdade... E eu estou perdendo! Vou perder! Perdi!
A montanha passou e nem sua sombra deixou. Apenas um adeus meio discreto, quieto, sem que ninguém percebesse.
E ela fica lá, parada como se não tivesse vida, esperando um novo trem ressuscitá-la. E quem sabe alguém de fé e que não se importe de voltar a pé, para parar e ir ate lá para seus segredos desvendar.
A montanha, a montanha, agora sumiu no céu azul de anil ou varonil, pois nada mais importa, agora que a perdi!
Autor: Douglas Machado


2 comentários:
Como Sempre, esse meu amigo mais uma vez fez um grande trabalho...
Ele já havia me mostrado este poema, porem não me canso de ler.
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